Trote
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) proibiu de vez o trote violento que culturalmente era aplicado nos alunos ingressantes. A medida veio devido à fatos ocorridos no ano de 2006, onde os pais de uma aluna, revoltados, prestaram queixa contra os veteranos que aplicaram o trote em sua filha, deixando inclusive marcas de queimaduras nesta última.
Todos conhecem exemplos desastrosos desse tipo de trote. O mais famoso talvez seja do calouro de medicina da PUC, que morreu afogado após ser jogado em uma piscina (como sempre, casos que envolvem a burguesia sempre são os que chocam mais, mas isso é assunto para outra postagem).
Porém eu, que me considero pacífico, sou incondicionalmente favorável ao trote. É um ritual de libertação, de ambos os lados. Normalmente, quando o cidadão passa no vestibular, ele fica por 3 meses (as férias) se achando o gás da Coca. O trote vem para colocar os pés dos calouros no chão, monstra-los que ali na faculdade ele é só mais um. Um calouro sem trote é um calouro incompleto, vazio. E os veteranos então? Ficam completamente sem motivação de prosseguir na faculdade. A proibição do trote pode acarretar em um número de desistências assombrosamente maior.
Bom, são esses e outros motivos que sou favorável ao trote. Não precisa morrer ninguém nem agressão física precisa acontecer. Mas sujeira, humilhação de pequeno porte e cobrança abusiva de dinheiro obrigando os calouros a pedir esmola nas esquinas, ah, isso é essencial!
*atenção: a mágoa existente nesta postagem se deve ao fato de o autor ter sido privado de exercer seus direitos de veterano devido à proibição citada no primeiro parágrafo. ![]()



















